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Quando o movimento vira cuidado e a dança passa a ser saúde

RODÍZIO

Tempo de Leitura: 4 minutos

Celebrado hoje, 29 de abril, o Dia Internacional da Dança destaca um benefício que vai além da arte: o impacto direto na saúde. A prática regular pode melhorar o funcionamento do coração e do cérebro, além de ajudar no controle de fatores de risco como pressão alta, colesterol elevado e excesso de peso.

Além disso, quando realizada com intensidade adequada, a dança também contribui para o bem-estar emocional e a qualidade de vida.

Dança ajuda a proteger o coração

De acordo com o cardiologista Antonio Carlos Avanza, presidente do Departamento de Ergometria, Exercício, Cardiologia Nuclear e Reabilitação Cardiovascular (DERC), a dança é uma atividade aeróbica eficaz.

Ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, pois ajuda no controle da pressão arterial, controle do colesterol, ao mesmo tempo que ajuda na queima de calorias e ocasiona diminuição do stress com melhora do bem estar mental com alguns trabalhos mostrando diminuição de 48% da mortalidade cardiovascular”, afirma.

Nesse sentido, ritmos de intensidade moderada, como samba e zumba, são apontados como especialmente benéficos. No entanto, antes de iniciar a prática, a recomendação é passar por avaliação médica, principalmente em casos de sintomas como palpitações, dor no peito ou desmaios.

Foto: Projeto em Dias D´Ávila

Benefícios também chegam ao cérebro

Além do coração, a dança impacta diretamente o funcionamento do cérebro. O cardiologista Vitor Bruno Teixeira de Holanda destaca que os efeitos vão além do físico.

Assim como toda atividade física a dança traz benefícios para saúde cardiovascular, não só isso, também traz benefícios para saúde cognitiva (cerebral) e emocional, o que acaba gerando benefícios indiretos na saúde cardíaca”, explica.

Na prática, isso significa melhora da respiração, do condicionamento físico e da circulação sanguínea. Ao mesmo tempo, a atividade auxilia na redução do colesterol, do peso corporal e dos níveis de glicose. Além disso, a dança pode ser adaptada para diferentes perfis, respeitando as condições de cada pessoa.

Quando é preciso ter atenção

Apesar dos benefícios, alguns cuidados são essenciais. Pessoas com insuficiência cardíaca ou histórico de infarto devem evitar esforço excessivo.
Nesses casos, a evolução deve ser gradual e sempre acompanhada por um profissional de saúde. Além disso, sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, tontura ou desmaio exigem avaliação médica imediata.

Da mesma forma, a intensidade da prática deve ser observada. Exercícios moderados tendem a oferecer mais segurança, enquanto atividades intensas exigem maior cautela.

Imagem: Magnific

Dança pode substituir outros exercícios?

Para o médico do esporte Felipe César, a dança pode substituir exercícios aeróbicos tradicionais, desde que praticada com regularidade.

O que diferencia a dança é o componente lúdico, que aumenta a adesão e reduz a chance de abandono ao longo do tempo”, afirma.

Por isso, ritmos como zumba, forró, samba, hip hop e dança de salão mais acelerada são indicados para melhorar o condicionamento físico. Já o balé e a dança contemporânea contribuem para força, flexibilidade e controle corporal.

A recomendação geral é praticar de três a cinco vezes por semana, com sessões entre 30 e 60 minutos.

Na prática: impacto no corpo e na autoestima

Os efeitos da dança também aparecem no dia a dia. Para Mônica Rocha, professora de balé e diretora da Ebateca Ondina, em Salvador, os ganhos são amplos.

Penso que seja um impacto 100% positivo, visto que, do ponto de vista físico, o balé trabalha o corpo como um todo, coordenando postura e consciência corporal com técnica, força, flexibilidade e resistência”, afirma.

 

 

Do ponto de vista do desenvolvimento emocional, o ganho é ainda maior. O aluno adquire disciplina, tornando-se mais resiliente e mais preparado para lidar com frustrações. O controle emocional é trabalhado no dia a dia e passa a fazer parte da rotina, inclusive em momentos de maior pressão”, completa.

Segundo ela, a prática também fortalece o senso de pertencimento. “O sentimento de pertencimento é desenvolvido nas montagens coreográficas, o que contribui para a formação de indivíduos que sabem atuar em equipe e representar o grupo. O balé é educação por meio da arte. É movimento que alcança todos os sentidos”, conclui.

Relato: a dança no cotidiano

A experiência de quem pratica reforça esses benefícios. A bailarina Grazi Moreno, de 19 anos, que dança há 15 anos, relata a importância da atividade na rotina.

Eu sempre digo que a dança está em mim. Quando chego nas aulas, consigo me desconectar do mundo. É um momento do dia em que relaxo, interajo e me sinto bem emocionalmente. Além disso, a dança exige concentração e me ajuda a manter o corpo ativo e em equilíbrio”, conta.

Foto: Arquivo pessoal Grazi Moreno

O Dia Internacional da Dança reforça que o movimento pode ser uma estratégia acessível e eficaz para cuidar da saúde de forma integral, unindo corpo e mente.

 

Onde fazer dança em Salvador

Salvador oferece diversas opções para quem quer incluir a dança na rotina, seja para lazer, condicionamento físico ou formação técnica. Há espaços para todos os perfis — do iniciante ao avançado, com modalidades que vão do balé clássico aos ritmos populares.

Ballet e formação técnica

Ebateca School of Ballet
Escola de Ballet Acadêmico da Bahia
Ballet Ana Campello

Dança contemporânea e formação artística

Escola de Dança da UFBA
FUNCEB

Estúdios e espaços multidisciplinares

Stúdio Live2Dance
Rianei Varjão Estúdio de Dança & Arte

Cultura e dança tradicional

• Balé Folclórico da Bahia

#FicaDicaComSaúde
Antes de começar, procure uma modalidade que combine com seu perfil, respeite seus limites e busque orientação profissional. A regularidade é o que garante os benefícios para o corpo e a mente.

 

LEIA MAIS: Projeto de Dança em Dias D´Ávila fortalece a saúde emocional

Fonte: clique aqui.

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