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Excesso de sal aumenta risco de hipertensão, infarto e AVC

GOVERNO DA BAHIA - AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0526.

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O consumo exagerado de sal continua entre os principais fatores de risco para doenças crônicas no mundo. Durante a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal, realizada entre os dias 11 e 17 de maio, especialistas reforçam a importância de reduzir a ingestão diária para prevenir complicações cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda até 5 gramas de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá rasa ou menos de 2.000 mg de sódio diários. Mesmo assim, o consumo médio global varia entre 10 e 11 gramas por dia, mais que o dobro do limite indicado.

Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, muitas pessoas ainda confundem sal e sódio, o que dificulta a conscientização sobre os riscos do excesso.

O sal do nosso dia a dia reúne sódio e cloro. Já o sódio aparece tanto no sal quanto em diversos alimentos industrializados, mesmo quando eles não têm sabor salgado. O problema não está no consumo moderado, mas no exagero”, explica o médico nutrólogo.

No Brasil, as estimativas apontam um consumo médio entre 8 e 10 gramas de sal por dia. Além disso, boa parte da população não percebe o excesso porque muitos produtos industrializados concentram grandes quantidades de sódio.

Imagem: Magnific

Alimentos industrializados exigem atenção

O excesso de sal pode elevar a pressão arterial, sobrecarregar os rins e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, especialistas consideram a redução do consumo uma medida importante para a prevenção de problemas de saúde pública.

Entre os alimentos que exigem mais atenção estão embutidos, macarrão instantâneo, refeições congeladas, salgadinhos, molhos prontos, enlatados, biscoitos e até refrigerantes, que podem apresentar altos níveis de sódio.

Além disso, especialistas recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e diminuir o consumo de ultraprocessados.

Outra orientação importante envolve a leitura dos rótulos. Comparar marcas e verificar a quantidade de sódio ajuda na escolha de produtos mais saudáveis. Muitos alimentos considerados leves ou saudáveis, como cereais matinais, também podem conter altas quantidades de sal.

Pequenas mudanças ajudam na redução do sal

Evitar deixar o saleiro à mesa também contribui para a reeducação gradual do paladar. Além disso, temperos naturais, como alho, cebola, coentro, salsinha, folhas de louro e pimenta, ajudam a dar sabor aos alimentos sem exagerar no sal.

Apesar dos alertas, o especialista ressalta que o sal não deve sair completamente da alimentação. Em quantidades adequadas, ele participa do equilíbrio de líquidos no organismo, da contração muscular, do funcionamento renal e da transmissão dos impulsos nervosos.

O sal ajuda a regular o ritmo cardíaco, o volume sanguíneo e também auxilia na reposição do sódio perdido pelo suor, especialmente em pessoas que praticam atividade física. Os prejuízos aparecem quando o consumo ultrapassa as necessidades do organismo”, finaliza Durval Ribas Filho.

Fonte: clique aqui.

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