Os alunos foram do Largo da Batata até o Palácio dos Bandeirantes em protesto pelas condições nas universidades paulistas
Uma comissão de estudantes da USP, Unesp, Unicamp e Fatec se reuniu na quarta-feira (20) com integrantes do governo de São Paulo após marcha com destino ao Palácio dos Bandeirantes. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFABC e o movimento Correnteza da UFSCar também estiveram presentes no protesto.
Os estudantes marcaram a concentração no Largo da Batata, na Zona Oeste, para as 14h. Por volta das 16h15, o grupo deixou o local em direção ao Palácio dos Bandeirantes. Próximo à sede do governo paulista, havia um cordão formado por policiais militares. Segundo informou a organização do protesto, cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação.
A principal reivindicação dos estudantes é o orçamento destinado às instituições de ensino superior do estado. O ato também criticou as ações do governo de São Paulo no centro da capital, especialmente na desocupação da Favela do Moinho, o aumento da violência policial nas periferias, a ampliação de pedágios do tipo free flow, a redução de verbas destinadas ao combate à violência contra a mulher e as privatizações da Sabesp e de linhas da CPTM e do Metrô.
Conforme noticiado pelo portal g1, por volta das 20h30, a comissão entrou no Palácio dos Bandeirantes. O grupo foi composto por representantes dos estudantes, dois advogados e pela deputada estadual Mônica Seixas (PSOL).
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Greve nas universidades paulistas
Desde 14 de abril, os estudantes da USP estão em greve. Os alunos reclamam das condições do restaurante universitário e do reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), principal política de assistência socioeconômica da instituição de ensino.
Cerca de 150 estudantes ocuparam, em 7 de maio, a reitoria da USP. Na madrugada do dia 10, a Polícia Militar retirou os alunos do espaço em uma operação surpresa. Segundo relatos, os agentes usaram cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a ação.
Seis estudantes ficaram feridos na operação e outros quatro foram detidos.
Em 7 de maio, estudantes da Unicamp aprovaram em assembleia indicativo de greve. A mobilização também ganhou força na Unesp depois da ação policial na USP.
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