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Disfunção sexual feminina atinge até 45% das mulheres

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O Mês dos Namorados costuma incentivar conversas sobre amor, intimidade e relacionamentos. No entanto, a data também abre espaço para discutir um tema que ainda permanece cercado por tabus: a disfunção sexual feminina (DSF). A condição provoca alterações em diferentes fases da resposta sexual e impacta diretamente o bem-estar físico, emocional e afetivo das mulheres.

De acordo com a fisioterapeuta pélvica baiana Patrícia Lordêlo, cerca de 45% das mulheres apresentam alguma queixa relacionada à função sexual ao longo da vida. Entre os sintomas mais frequentes estão a diminuição do desejo sexual, a dificuldade de excitação, os problemas para atingir o orgasmo e a dor durante as relações sexuais.

“Isso inclui diminuição do desejo, dificuldade de excitação, problemas para atingir o orgasmo e, inclusive, dor durante as relações sexuais”, afirma a especialista, que também atua como pesquisadora do Instituto Patrícia Lordêlo.

Apesar da alta prevalência, muitas mulheres convivem com o problema em silêncio. Como consequência, elas deixam de procurar ajuda profissional e acabam enfrentando impactos cada vez maiores na rotina.

Dor durante a relação sexual exige atenção

Entre as manifestações mais comuns da disfunção sexual feminina está a dispareunia, termo utilizado para definir a dor durante o ato sexual. Segundo Patrícia Lordêlo, o sintoma pode surgir por diferentes motivos e, portanto, merece investigação especializada.

A dor durante o ato sexual, conhecida como dispareunia, pode ter diferentes causas, como alterações hormonais, infecções, endometriose, condições do assoalho pélvico, cicatrizes, além de fatores emocionais e psicológicos”, explica.

Além disso, o desconforto recorrente compromete a autoestima, reduz a qualidade de vida e interfere na forma como a mulher vivencia sua sexualidade. Em muitos casos, o medo da dor reduz a frequência das relações sexuais e, consequentemente, afasta a mulher dos momentos de intimidade.

Imagem: Magnific

Impactos vão além da saúde física

A disfunção sexual feminina também pode afetar diretamente os relacionamentos afetivos. Isso acontece porque a falta de diálogo sobre o tema, somada ao desconhecimento das causas e das possibilidades de tratamento, gera frustração, conflitos e desgaste entre os parceiros.

Por esse motivo, a fisioterapeuta reforça que a dor sexual não deve ser vista como algo normal ou inevitável. Pelo contrário, ela representa um sinal de alerta que exige avaliação adequada.

A dor sexual não deve ser encarada como algo normal ou inevitável. É importante identificar a origem do problema e buscar acompanhamento especializado para cada caso”, ressalta.

Tratamento ajuda a recuperar o bem-estar

Felizmente, a disfunção sexual feminina tem tratamento na maioria dos casos. A abordagem varia conforme a causa identificada e pode envolver diferentes especialidades.

A abordagem pode envolver acompanhamento ginecológico, fisioterapia pélvica, terapia sexual, suporte psicológico e outras estratégias individualizadas”, explica Patrícia Lordêlo.

Por isso, a especialista destaca a importância de ampliar o debate sobre a saúde sexual feminina. Dessa forma, mais mulheres conseguem reconhecer os sinais do problema e buscar ajuda precocemente.

Segundo ela, falar abertamente sobre o assunto favorece o diagnóstico, fortalece os vínculos afetivos e contribui para uma melhor qualidade de vida.

“Falar sobre saúde sexual feminina é fundamental para promover bem-estar, fortalecer vínculos afetivos e garantir que o prazer e a qualidade de vida façam parte da rotina das mulheres”, conclui.

Fonte: clique aqui.

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