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Embedded finance muda jornada do consumidor

O mercado global de embedded finance deve sair dos US$ 83 bilhões estimados em 2023 para US$ 588 bilhões em 2030, com uma taxa de crescimento anual composta de 32,8%. Os dados são da consultoria Grand View Research, que vê a expansão do mercado como um fenômeno associado ao aumento da popularidade dos smartphones e do acesso à internet em todo o mundo.

O termo "embedded finance" pode ser traduzido para "finanças embarcadas" e faz referência a serviços financeiros integrados diretamente em produtos ou plataformas que originalmente não são bancos. Em vez de o usuário sair do aplicativo ou site para contratar um serviço financeiro, tudo acontece dentro da própria plataforma. Isso inclui crédito, pagamentos, seguros e contas digitais.

"O modelo de embedded finance cresce rapidamente porque entrega conveniência, reduz burocracia e melhora a experiência do usuário. Além disso, o avanço do open finance, das APIs [interface de programação de aplicativos] e da inteligência de dados permitiu que plataformas e marketplaces financeiros conectassem consumidores a diferentes instituições de forma mais rápida, transparente e personalizada", pontua Geraldo Majela, CEO do marketplace financeiro BKOpen.

De acordo com o executivo, os principais protagonistas dessa expansão devem ser varejo, e-commerce, mobilidade, telecomunicações, marketplaces e empresas de tecnologia. São setores que possuem grande volume de usuários e conseguem integrar soluções financeiras de forma natural na jornada de consumo, diz Majela.

"O varejo, por exemplo, já utiliza crédito integrado e carteiras digitais para aumentar a conversão e fidelização. Já marketplaces financeiros vêm ganhando espaço ao centralizar ofertas de empréstimos, seguros, financiamentos e consórcios em um único ambiente, simplificando a tomada de decisão do consumidor", detalha o CEO da BKOpen.

Majela afirma que os marketplaces financeiros têm o objetivo de ampliar o poder de escolha do consumidor ao reunir diversas instituições em uma única plataforma. Isso permite comparar taxas, prazos e condições de forma simples e mais rápida.

Plataformas como a BKOpen utilizam tecnologia e análise de perfil para direcionar ofertas mais aderentes às necessidades de cada cliente, aumentando as chances de aprovação e reduzindo o tempo de contratação. Esse modelo também estimula maior competitividade entre bancos, fintechs e seguradoras, o que tende a beneficiar o consumidor final, explica o CEO.

Nesse contexto de maior competitividade, Majela vê a personalização como um importante diferencial estratégico no mercado financeiro. Hoje, as empresas conseguem utilizar dados comportamentais e históricos transacionais para oferecer soluções mais adequadas ao momento e ao perfil de cada consumidor.

O resultado, segundo ele, é uma melhor experiência do usuário, aumentando a eficiência das ofertas e fortalecendo a fidelização. Ao mesmo tempo, as empresas deixam de disputar apenas preço e passam a competir também em conveniência, velocidade e inteligência na recomendação de produtos financeiros.

Por outro lado, Geraldo Majela ressalta que há desafios a serem superados. O principal é equilibrar inovação com segurança e proteção ao consumidor. Como o embedded finance envolve compartilhamento de dados e integração entre diferentes empresas, cresce também a necessidade de garantir conformidade regulatória, segurança cibernética e transparência nas operações.

"Questões ligadas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), prevenção a fraudes, responsabilidade sobre a oferta de crédito e proteção das informações dos usuários estão no centro desse debate. Por isso, empresas do setor vêm investindo cada vez mais em tecnologia, governança e compliance para sustentar o crescimento do ecossistema com segurança", finaliza Majela.

Para saber mais, basta acessar o site da BKOpen: https://bkopen.com/

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