Um novo teste genético do Sabin Diagnóstico e Saúde analisa variantes relacionadas aos receptores GLP-1 e GIP. Esses receptores participam da ação de substâncias presentes em medicamentos utilizados para emagrecimento, como semaglutida e tirzepatida.
Segundo o Sabin, o exame pode fornecer informações adicionais para auxiliar o médico na escolha da terapia. Além disso, a análise pode ajudar na avaliação da resposta individual às moléculas presentes nesses medicamentos.
Entre os produtos relacionados às substâncias analisadas estão Ozempic e Wegovy, que têm a semaglutida como princípio ativo, e Mounjaro, à base de tirzepatida.
De acordo com as informações divulgadas pela empresa, a análise das variantes genéticas relacionadas aos receptores GLP-1 e GIP também pode auxiliar na avaliação da tolerância do paciente às substâncias. Além disso, o exame pode contribuir para a análise de possíveis efeitos colaterais, como náusea e vômito.
A proposta do exame está inserida no campo da medicina personalizada. Nesse sentido, a análise busca acrescentar informações genéticas à avaliação feita pelo profissional de saúde. Dessa forma, a escolha da terapia não depende apenas da resposta observada durante o tratamento.
“O exame integra o que chamamos de medicina personalizada e pode evitar meses de frustração, desconforto e gastos desnecessários, tornando a jornada de emagrecimento mais precisa e alinhada ao perfil genético de cada indivíduo. Com o exame, o médico pode decidir pelo medicamento mais adequado. Já o paciente, tende a se engajar mais no tratamento”, avalia Rosenelle Araújo, geneticista do Sabin Diagnóstico e Saúde.
Estudo publicado em 2026 serviu de base para o desenvolvimento
Segundo o Sabin, um estudo publicado na revista científica Nature em 2026 serviu de base para o desenvolvimento do exame. A pesquisa reuniu quase 28 mil participantes.
Além disso, o estudo teve validação em diferentes populações. Entre elas estão dados do programa All of Us, do NIH, sigla em inglês para Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.
O material divulgado pelo Sabin informa que o estudo serviu de base para a análise de variantes genéticas ligadas aos receptores GLP-1 e GIP. Essas variantes estão relacionadas às moléculas presentes nos medicamentos avaliados pelo teste.
O exame analisa essas características genéticas. Com isso, o objetivo é fornecer dados que o profissional de saúde possa considerar na definição da terapia. Segundo a empresa, essas informações podem contribuir para uma escolha mais personalizada do tratamento, considerando o perfil genético de cada paciente.
O material divulgado não informa detalhes sobre o desempenho individual do teste. Da mesma forma, não apresenta dados sobre a capacidade de prever, com precisão, como cada paciente responderá a determinado medicamento.
Por isso, o paciente deve compreender a análise como uma ferramenta de apoio à avaliação clínica. A decisão sobre o tratamento continua sob responsabilidade do profissional de saúde.
Exame não substitui a avaliação médica
O uso de informações genéticas pode complementar a avaliação da terapia. No entanto, o teste não substitui a consulta nem o acompanhamento médico.
O profissional de saúde responsável pelo paciente deve realizar a escolha do tratamento. Para isso, poderá considerar os resultados do exame junto às demais informações clínicas.
“Esse exame não substitui a avaliação médica, mas oferece dados valiosos para personalizar a escolha da terapia pelo profissional de saúde”, explica Gustavo Barra, coordenador de Genômica do Sabin.
Segundo as informações divulgadas pela empresa, o teste pode atender pessoas que estão prestes a iniciar o tratamento. Além disso, também pode ser uma opção para pacientes que já enfrentam dificuldades de tolerância aos medicamentos.
Da mesma forma, pessoas que buscam informações adicionais podem realizar o exame para discutir a escolha terapêutica com o médico.
Assim, o exame pode funcionar como um recurso complementar na avaliação do paciente. Ele não substitui a análise clínica nem a decisão do profissional de saúde.
Coleta pode ser feita por sangue ou saliva
Segundo o Sabin, o paciente pode realizar a coleta do material por sangue ou saliva.
Além disso, o exame não exige jejum, de acordo com as informações fornecidas pela empresa.
Ainda segundo o material divulgado, o resultado é considerado vitalício porque o genoma não muda. As características genéticas analisadas permanecem as mesmas ao longo da vida.
No entanto, a interpretação clínica dessas informações deve ficar sob responsabilidade do profissional que acompanha o paciente.
O teste pode atender pessoas que ainda vão iniciar o tratamento com medicamentos à base de semaglutida ou tirzepatida. Também pode ser procurado por quem já utiliza essas substâncias e apresenta dificuldades relacionadas à tolerância.
Por fim, pacientes que desejam reunir informações adicionais também podem discutir o exame com o médico. O objetivo é avaliar se os dados genéticos podem contribuir para a estratégia terapêutica.
Onde o teste está disponível
Segundo o Sabin, o exame pode ser adquirido pelo site da empresa ou realizado em unidades de atendimento localizadas em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Santo Antônio de Jesus, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.
O teste também está disponível por meio do serviço móvel Vacinas e Exames Móveis (VEM Sabin). O serviço atende pessoas físicas e empresas.
Para realizar o exame, o paciente pode fazer o agendamento virtual pelo site de agendamentos do Sabin ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002.
Antes de realizar o exame, o paciente deve buscar orientação do profissional responsável pelo acompanhamento. O médico poderá avaliar se o teste é adequado à situação e como os resultados podem contribuir para a escolha da terapia.
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