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Terno de Reis Raio de Sol mantém viva a cultura popular em Vitória da Conquista

Os sons da viola, do pandeiro e das vozes voltaram a ocupar a Praça Tancredo Neves neste início de janeiro. As apresentações dos Ternos de Reis, parte fundamental do ciclo natalino, seguem encantando moradores e visitantes, reafirmando a importância da preservação das tradições que moldam a identidade cultural do Sertão baiano. Nesta sexta-feira (2), foi a vez do Terno de Reis Raio de Sol.

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista – BA

Para quem dedica a vida a essa arte, como o Mestre Edilson, doTerno de Reis Raio de Sol, a continuidade é uma missão de honra. Ele assumiu o comando do grupo há cerca de oito anos, sucedendo o sogro, que já não podia mais sair devido à idade.

“Eu pensei: o reisado está acabando. Falei que ele não aguentava mais, mas eu ia continuar. Arrumei meus foliões e, graças a Deus, nesses sete, oito anos, estou aqui tocando todo ano”, conta o Mestre.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista – BA

Após passar a virada de ano e o dia 1º de janeiro em comunidades da zona rural, Edilson retornou à sede hoje (2) para representar a tradição, com partida já marcada para o retorno às regiões rurais neste sábado (3). “É uma grande satisfação. Agradeço muito à Prefeitura, que está dando força para levantar o Terno de Reis”, completou.

Embora a preocupação com o interesse dos mais jovens seja comum entre os mestres, exemplos como o de Josias Vieira, de 23 anos, trazem esperança para a renovação da cultura. Natural de Planalto e morador de Conquista há dois anos, ele carrega o legado do bisavô, que foi mestre de terno por mais de três décadas.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista – BA

“O sangue pulsa alto e você tem que ir para dentro também. Desde criança participava e sempre tive essa admiração. Eu acho que nós, jovens, conseguimos levar isso à frente”, afirma Josias, que não resistiu ao ouvir o som da folia de sua casa, perto da Praça do Acarajé, e foi prestigiar o evento.

O evento não atrai apenas os devotos e foliões, mas consolida-se como um espaço de lazer e enriquecimento cultural para as famílias conquistenses, a exemplo da família do comerciante Walfredo Júnior. Ele ressalta que a iniciativa da Prefeitura é fundamental para que o costume não se perca. “Todo ano, a gente vem firme e forte, trazendo o pequeno para ver as luzes e a tradição. É algo bem legal que não podemos perder”, disse.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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