Estabelecimentos são caracterizados por uma experiência mais intimista para os clientes
Os bares speakeasy, conhecidos por sua aura de mistério e exclusividade, têm se tornado uma tendência em grandes cidades no Brasil. Inspirados nos estabelecimentos clandestinos da época da Lei Seca nos Estados Unidos, esses bares oferecem uma experiência diferenciada, onde a sofisticação, o atendimento personalizado e os coquetéis elaborados são os grandes atrativos.
Segundo Maria Carolina Warzee, sócia-proprietária do Oculto, em São Paulo, “a ideia é proporcionar ao cliente uma vivência única, em um ambiente reservado, onde ele se sinta parte de algo especial”. O acesso ao Oculto é restrito e só acontece após a divulgação de uma senha, o que reforça o sentimento de exclusividade.
Um dos maiores atrativos dos speakeasies é a combinação entre ambiente e alta qualidade das bebidas. Esses estabelecimentos geralmente estão localizados em locais discretos, sem grandes fachadas ou placas indicativas, o que aumenta o mistério e o charme do lugar.
No caso do Câmara Fria, outro speakeasy localizado em São Paulo, a entrada está camuflada atrás de uma porta de câmara fria ao lado do balcão do bar Original. Além do ambiente misterioso, a qualidade dos coquetéis é um dos pontos que diferenciam esses bares dos tradicionais.
No Oculto, a carta de drinks é elaborada pelos mixologistas Spencer e Cris Negreiros. Para Maria Carolina, “o bar é a alma do empreendimento, e os coquetéis são um ponto central para proporcionar alegria aos nossos clientes”.
Além de oferecer uma experiência diferenciada, os speakeasies também trazem algumas vantagens operacionais. Segundo o chef e consultor Kaká Gomes, “uma das grandes vantagens dos speakeasies é que eles podem funcionar em locais mais discretos, o que reduz custos com pontos comerciais caros”.
No entanto, o modelo também traz desafios, especialmente no que diz respeito à fidelização de clientes. Com espaços menores e exclusivos, a rotatividade de público é limitada, o que exige estratégias eficazes de marketing para garantir a ocupação constante.
Ana Carolina Caleiro analisa que, no Câmara Fria, o marketing boca a boca tem sido essencial: “apesar de ser um desafio não termos placas, o boca a boca funciona muito bem aqui, e o movimento está sempre equilibrado.
*Texto produzido pela Agência de Notícias da Abrasel.

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