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Ministereo Público celebra 21 anos com seu tradicional baile em homenagem a Yemanjá, no dia 2 | SECOM

Evento acontece, a partir das 12h, na Praia da Paciência, no Rio Vermelho, com convidados especiais e entrada gratuita
A Praia da Paciência, no Rio Vermelho, será o espaço para a celebração “Ministereo Público Sound System Saúda Yemanjá”,  que o coletivo Ministereo Público realiza há 21 anos, no dia 2 de fevereiro.

O evento é gratuito e acontece, das 12h às 18h, com apoio do Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA). Neste ano, a apresentação conta com as participações dos DJ Lys Ventura, Leandro Vitrola e Magrão, Paulo Balla, Vandal e Vidas Negras Sistema de Som.

Primeiro e mais emblemático projeto do Ministereo Público, o evento dedicado a Yemanjá, Orixá relacionada a força das águas e sustentação da vida, marcou a formação da equipe de som, que celebra seu aniversário com um baile, ao mais puro estilo jamaicano – sem perder a conexão com a brasilidade.

Desde 2025, a SecultBA apoia o show da banda Ministereo Público, um dos coletivos culturais mais importantes do Brasil. O show “Ministereo Público Sound System Saúda Yemanjá” acontece na Praia da Paciência e agrega arte e tradição. A banda surgiu  em Salvador, em 2005, reunindo um grupo de amigos, DJs amantes do reggae, com o projeto de conceber um movimento que os representasse no cenário musical da cidade.

ODOYÁ –  No dia 2 de fevereiro, a capital baiana recebe uma multidão de pessoas no Rio Vermelho para uma celebração de fé e cultura. Considerada a maior manifestação religiosa pública dos cultos de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, no Estado, a Festa de Iemanjá é realizada há mais de 100 anos pela Colônia de Pescadores Z1, localizada na Praia da Paciência, onde está a Casa da Rainha do Mar.

A festa de Yemanjá é uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, superando limites religiosos e atraindo milhares de simpatizantes que pedem proteção à beira da praia.

Neste dia especial, fiéis e foliões vestem branco ou azul para saudar a “Rainha do Mar”, a “Mãe das Águas”. Por conta do histórico sincretismo religioso, estratégia de resistência cultural, a força sagrada do Orixá costuma ser associada com a Nossa Senhora ou a Nossa Senhora dos Navegantes do catolicismo.

Os participantes fazem grandes filas para entregar oferendas (flores brancas e perfumes), assistem à saída dos barcos com os presentes, enquanto vibram, agradecem e fazem pedidos à Mãe das Águas. Alguns iniciados, depositam flores amarelas, cultuando Oxum, Orixá feminina das águas, relacionada à concepção, maternidade, amor e fertilidade.

A festa contígua aos rituais sagrados agrega os participantes, que cantam, dançam, rezam e celebram ao som de toques de terreiros de Candomblé e pontos de Umbanda, além  de  rodas de samba, de capoeira e batucadas. Simultaneamente, se desenvolve uma vasta programação artística, que toma a orla do Rio Vermelho.

PRINCIPAIS ATIVIDADES NA FESTA DE YEMANJÁ – 2 DE FEVEREIRO:
Lavagem e Preparativos: Muitos fiéis chegam cedo para evitar filas, lavando o local ou preparando o ambiente para receber as oferendas. A orientação socioambiental é a de evitar presentes de vidro, plástico ou metal para preservar o mar e seus ecossistemas.

Entrega de Oferendas: Pela manhã, pessoas depositam presentes. O objetivo é saudar, agradecer e fazer pedidos à Orixá, que representa a força das águas, a sustentação da vida, a grande mãe.

Cortejo e Barcos: Um dos pontos culminantes dos festejos é a saída dos barcos da Colônia de Pescadores, que levam a oferenda principal para o alto mar, geralmente por volta das 16h.
Celebração Espiritual: Rituais de candomblecistas e umbandistas, ao som de atabaques e cânticos religiosos, ocorrem desde a véspera da festa (no dia 1º) e durante todo o dia 2, na beira do mar.

Manifestações Artísticas e Culturais: Rodas de samba, grupos de capoeira e batucadas animam as ruas do Rio Vermelho ao longo do dia, cultuando Yemanjá. Uma programação artística se desenvolve em diversos espaços públicos e privados do bairro.

Fonte: Ascom/Secult-BA

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Créditos do autor: Laís Souza

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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