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Fábio Mota diz que Vitória perderá 15% da receita com fim das bets

CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, demonstrou preocupação com os impactos da proibição dos patrocínios de casas de apostas no futebol brasileiro. Em entrevista ao Bahia Notícias, o dirigente afirmou que o Rubro-Negro baiano vai ter uma perda equivalente a 15% de sua receita caso o setor passe por mudanças que afetem os acordos comerciais com as equipes.

A declaração foi feita em meio às discussões entre o Governo Federal e os clubes brasileiros sobre a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para auxiliar na reorganização financeira das equipes e das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Para Fábio Mota, o debate sobre o futuro das empresas de apostas esportivas contribuiu para acelerar as conversas em torno da iniciativa.

Na avaliação do dirigente, uma eventual redução das receitas provenientes desses contratos poderia agravar as dificuldades financeiras enfrentadas pelos clubes, especialmente aqueles que já possuem compromissos tributários parcelados.

Fábio Mota explicou que a proposta de crédito não prevê necessariamente o repasse direto de dinheiro às equipes, mas a possibilidade de renegociar débitos com órgãos federais, incluindo pendências relacionadas à Receita Federal, ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O presidente do Vitória também alertou para o risco de inadimplência caso os clubes percam parte significativa de suas receitas e não consigam manter os pagamentos dos acordos já firmados. Fábio Mota defendeu que o setor seja submetido a mecanismos de controle e monitoramento, em vez de uma proibição. O dirigente ressaltou que o Vitória seria diretamente afetado por uma eventual mudança no mercado, estimando que o clube perderia 15% de sua receita.

Na visão do presidente rubro-negro, a fiscalização e a criação de regras para acompanhar a atuação das empresas seriam alternativas para lidar com os problemas envolvendo as apostas esportivas, sem provocar uma redução tão expressiva das receitas dos clubes.

“A discussão (do fundo de crédito) é tipo um ‘desenrola’. Não é dinheiro em espécie. É você negociar as suas dívidas com a Receita Federal, de FGTS e de INSS, que os clubes hoje não estão conseguindo pagar em função da queda da receita. Com a saída da bet, essa queda de receita vai ser maior ainda. Então, quem tem parcelamento, vai acabar todo mundo ficando inadimplente e perdendo as garantias de hoje. O Vitória acha que não é proibindo que você consegue resolver o problema das bets. Eu acho que é fiscalizando, criando medidas fiscalizáveis, criando barreiras, monitoramentos. E o Vitória mesmo perde muito. O Vitória perde 15% só de receita”, declarou.

 

Créditos Autor: Fellipe Amaral
Créditos Imagens: Reprodução Internet

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