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EUA enviam drones de ataque à América do Sul para combater narcotráfico, diz jornal

CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Os Estados Unidos deslocaram drones MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador como parte das operações de combate ao narcotráfico na América Latina, segundo reportagem publicada pelo The New York Times nesta terça-feira (6).

Conhecidos como drones “caçadores-assassinos”, os equipamentos foram transferidos de operações na África para os dois países sul-americanos, de acordo com autoridades ouvidas pelo jornal. Não foi informado quantos drones foram enviados nem como serão distribuídos entre Colômbia e Equador.

O MQ-9 Reaper é uma aeronave remotamente pilotada capaz de realizar missões de vigilância e ataques. O modelo ganhou projeção internacional após ser utilizado pelos Estados Unidos na operação que matou o general iraniano Qassim Suleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, em Bagdá, em janeiro de 2020.

Cada unidade custa aproximadamente US$ 50 milhões, cerca de R$ 250 milhões. Segundo o New York Times, a disponibilidade desses drones no arsenal americano está reduzida após perdas e emprego de parte da frota durante a guerra contra o Irã.

EUA avaliam ataques contra cartéis na América Latina

O deslocamento dos Reapers ocorre enquanto autoridades militares americanas discutem ampliar as operações contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina.

Na semana passada, o general Francis Donovan, responsável pela estrutura militar americana voltada à região, afirmou ao The Wall Street Journal que os Estados Unidos planejam realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas.

Colômbia e Equador possuem grupos criminosos classificados pelo governo americano como organizações terroristas. A designação ampliou os instrumentos disponíveis para Washington contra essas organizações.

Especialistas ouvidos pelo New York Times, porém, questionaram a eficácia de uma estratégia focada na eliminação de lideranças. Segundo eles, organizações do narcotráfico costumam substituir rapidamente os integrantes mortos ou presos, mantendo suas estruturas em funcionamento.

O Brasil não foi citado como destino dos drones nem nas informações sobre o deslocamento dos MQ-9 Reaper nem na reportagem sobre os planos americanos de ataques contra cartéis.

Fonte: clique aqui.

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