A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos continua provocando reações duras no cenário internacional e ampliando o clima de tensão geopolítica. Neste domingo (4), a Coreia do Norte condenou publicamente a ação militar americana na Venezuela e classificou a operação como uma “violação grave e brutal da soberania” de um Estado independente.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a ofensiva conduzida por Washington em território venezuelano e retirados do país sob custódia militar. A operação foi confirmada pelo presidente Donald Trump, que assumiu publicamente a responsabilidade pela ação e voltou a acusar o líder chavista de chefiar o chamado Cartel de los Soles, classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.
Condenação de aliados do regime chavista
Em comunicado oficial, o governo norte-coreano afirmou que a ofensiva americana expõe, mais uma vez, o que chamou de “natureza desonesta e brutal” da política externa dos Estados Unidos. Para Pyongyang, a captura de um chefe de Estado estrangeiro configura a forma mais extrema de ingerência e afronta ao princípio da soberania nacional.
A manifestação da Coreia do Norte soma-se às reações já registradas por outros aliados estratégicos do regime venezuelano. Um dia antes, a Rússia havia solicitado a libertação imediata de Maduro e de sua esposa. Em seguida, a China também entrou em cena, cobrando garantias de segurança pessoal ao casal e defendendo que a crise seja resolvida por meio do diálogo e da negociação, e não pela força.
Pressão diplomática
As declarações de Pequim e Moscou indicam um movimento coordenado de potências que enxergam a ação americana como um precedente perigoso nas relações internacionais. O episódio acirra o isolamento diplomático de Washington junto a países que já vinham denunciando uma postura intervencionista dos EUA na América Latina.
Ao mesmo tempo, Trump sustenta que a operação foi necessária diante das acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas atribuídas a Maduro, crimes pelos quais ele deverá responder na Justiça americana.
Prisão e julgamento nos Estados Unidos
Após a captura, Maduro foi levado para Nova York, onde permanece detido enquanto aguarda julgamento. A acusação apresentada prevê pena mínima de 20 anos de prisão, com possibilidade de condenação à prisão perpétua.
O líder venezuelano passou a madrugada no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, unidade marcada por denúncias de violência, superlotação e precariedade. O local abriga mais de 1,3 mil detentos e já recebeu presos de alta notoriedade internacional.
Crise longe do desfecho
A reação da Coreia do Norte reforça que a queda de Maduro está longe de encerrar a crise venezuelana. Pelo contrário, o episódio amplia o risco de uma escalada diplomática global, com potências se posicionando de lados opostos e transformando a Venezuela em mais um ponto sensível do tabuleiro geopolítico internacional.
Enquanto Maduro permanece sob custódia nos Estados Unidos, cresce a pressão externa e o temor de que o caso evolua para um conflito político ainda mais amplo, com reflexos diretos na estabilidade da América Latina e nas relações entre as grandes potências.
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