Ação policial monitorou a chegada dos jovens, que estavam nos EUA, e apreendeu celulares para perícia; meninos já foram intimados a depor
Os dois adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha já retornaram ao Brasil. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou o retorno dos meninos, que estavam nos Estados Unidos.
A volta dos jovens foi identificada através de um monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal, que detectou a antecipação do voo dos investigados. Com o apoio da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTUR) e da Polícia Militar, as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão assim que os adolescentes chegaram.
Durante a ação, os telefones celulares dos dois jovens foram apreendidos. Os aparelhos serão enviados à Polícia Científica para a extração de dados, mesmo procedimento adotado com outros equipamentos recolhidos na segunda-feira (26).
Os adolescentes já foram intimados e deverão ser ouvidos pelas autoridades em breve. Além da análise dos dispositivos eletrônicos, a polícia solicitou a emissão do laudo de corpo de delito do cão Orelha para anexar ao processo.
Segundo a nota oficial, assim que todas as diligências forem finalizadas, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A @pcscoficial através da DEACLE e DPA acabam de cumprir 2 mandados de busca e apreensão de aparelhos telefônicos pertencentes a 2 adolescentes investigados, que estavam fora do país. Pelo monitoramento deles em conjunto com a PF, identificou-se a antecipação voo para o Brasil.
— Ulisses Gabriel (@DelegadoUlisses) January 29, 2026
Adolescentes estavam nos EUA
Dois dos quatro adolescentes suspeitos pelo crime contra Orelha estavam em viagem aos Estados Unidos. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens estava pré-programada e eles retornariam ao Brasil somente na próxima semana. Entretanto, o retorno foi antecipado.
“Dois adolescentes foram alvos de busca e outros dois estão nos Estados Unidos e foram para lá em viagem, que segundo consta, era pré-programada e estão lá retornando na próxima semana”, disse o delegado na terça-feira (27).
De acordo com Gabriel, foram cumpridos mandados de busca na segunda-feira, inclusive, contra um adulto que estaria na posse de uma arma e teria ameaçado uma testemunha do processo.
“Cumprimos um mandado de busca e apreensão em relação a um adulto que estaria na posse de uma arma durante a ameaça perpetrada com relação a uma testemunha. Nós não localizamos essa arma de fogo. Localizamos apenas uma quantidade de droga para o uso dentro da residência”, disse em vídeo divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina.
O caso
De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido pelo grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.
Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.
De acordo com informações da 10ª Promotoria de Justiça, “diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial”.
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