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Cão Orelha: adolescentes investigados pela morte retornam ao Brasil

Ação policial monitorou a chegada dos jovens, que estavam nos EUA, e apreendeu celulares para perícia; meninos já foram intimados a depor

Reprodução / Redes SociaisDe acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido pelo grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis

Os dois adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha já retornaram ao Brasil. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou o retorno dos meninos, que estavam nos Estados Unidos.

A volta dos jovens foi identificada através de um monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal, que detectou a antecipação do voo dos investigados. Com o apoio da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTUR) e da Polícia Militar, as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão assim que os adolescentes chegaram.

Durante a ação, os telefones celulares dos dois jovens foram apreendidos. Os aparelhos serão enviados à Polícia Científica para a extração de dados, mesmo procedimento adotado com outros equipamentos recolhidos na segunda-feira (26).

Os adolescentes já foram intimados e deverão ser ouvidos pelas autoridades em breve. Além da análise dos dispositivos eletrônicos, a polícia solicitou a emissão do laudo de corpo de delito do cão Orelha para anexar ao processo.

Segundo a nota oficial, assim que todas as diligências forem finalizadas, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Adolescentes estavam nos EUA

Dois dos quatro adolescentes suspeitos pelo crime contra Orelha estavam em viagem aos Estados Unidos. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens estava pré-programada e eles retornariam ao Brasil somente na próxima semana. Entretanto, o retorno foi antecipado.

“Dois adolescentes foram alvos de busca e outros dois estão nos Estados Unidos e foram para lá em viagem, que segundo consta, era pré-programada e estão lá retornando na próxima semana”, disse o delegado na terça-feira (27).

De acordo com Gabriel, foram cumpridos mandados de busca na segunda-feira, inclusive, contra um adulto que estaria na posse de uma arma e teria ameaçado uma testemunha do processo.

“Cumprimos um mandado de busca e apreensão em relação a um adulto que estaria na posse de uma arma durante a ameaça perpetrada com relação a uma testemunha. Nós não localizamos essa arma de fogo. Localizamos apenas uma quantidade de droga para o uso dentro da residência”, disse em vídeo divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina.

O caso

De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido pelo grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.

De acordo com informações da 10ª Promotoria de Justiça, “diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial”.

Fonte: clique aqui.

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