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Campanha Feminicídio Zero mobiliza torcedores no Ba-Vi pelo fim da violência contra as mulheres | SECOM

Neste domingo (25), no Estádio Manoel Barradas, em Salvador, a Campanha pelo Fim da Violência contra as Mulheres e pelo Feminicídio Zero chegou ao maior clássico do Norte-Nordeste, o BA-VI do Campeonato Baiano. Uma mobilização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), em parceria com a Federação Baiana de Futebol (FBF), os clubes baianos, a Polícia Civil e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb/TVE).

Antes e durante a partida, a mensagem de enfrentamento à violência contra as Mulheres ganhou visibilidade no entorno e dentro do estádio. A Unidade Móvel de Atendimento e Acolhimento da SPM esteve posicionada na frente do Barradão para orientar, acolher e informar mulheres sobre seus direitos e sobre a rede de proteção disponível na Bahia.

Para a secretária da SPM, Neusa Cadore, utilizar o futebol como instrumento de mobilização social é estratégico e necessário. “Esse campeonato é muito especial. Precisamos sensibilizar toda a população e prevenir a violência de gênero. Muitas ações estão marcando o Campeonato Baiano com foco no enfrentamento ao feminicídio. Precisamos do engajamento de todos. Precisamos de vocês na luta, defendendo as mulheres, não se calando, não aceitando e não tolerando nenhum tipo de violência. No Brasil, a cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio. Isso não é normal”, destacou a secretária.

A campanha reforça a importância de utilizar o futebol, espaço de grande visibilidade e majoritariamente frequentado por homens, como instrumento de mobilização social para o enfrentamento à violência de gênero. As torcedoras Maria Helena Santos, 27 anos, e Larissa Matos, 23 anos, reforçaram a importância da conscientização durante o clássico.

“São vários tipos de violência. Ela aparece na forma de falar, de agir, de cobrar. Não é só a agressão física, existe a violência moral, psicológica e patrimonial. Mulheres e homens precisam aprender a identificar esses sinais e saber a hora de procurar ajuda.”, alerta Maria Helena.

Já Larissa Matos reforçou que a denúncia não é responsabilidade apenas da vítima.  “É muito importante a divulgação dessa campanha, porque ela vai além da prevenção. Se você é vizinho, familiar ou faz parte de uma instituição e percebe sinais de violência, você também pode e deve denunciar. A violência doméstica não começa de forma extrema, ela começa aos poucos, com palavras de menosprezo, agressões verbais. Todo mundo precisa estar atento.”

Rede de atendimento e acolhimento

Durante a ação, também foram divulgados os canais e equipamentos da rede de proteção às mulheres na Bahia. O estado conta com 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Em Salvador, são duas unidades: nos bairros de Brotas e Periperi.

Outro importante equipamento é a Casa da Mulher Brasileira, localizada no bairro Caminho das Árvores, ao lado do Hospital Sarah, que oferece atendimento humanizado e multidisciplinar 24 horas por dia. O Governo do Estado, através da SPM também já anunciou a construção de três novas unidades da Casa da Mulher Brasileira a partir de 2026, nos municípios de Itabuna, Feira de Santana e Irecê.

A Unidade Móvel da SPM, presente no Ba-Vi, atua em conjunto com a Delegacia Móvel da Polícia Civil, ampliando o acesso à informação, acolhimento e orientação às mulheres em espaços de grande circulação.
 

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: daza.moreira

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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