O Bahia foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 2 na noite desta última quinta-feira (5), no Mineirão, em confronto direto válido pela 34ª rodada da Série A após ter saído em vantagem no placar.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni lamentou a mudança de comportamento da equipe após abrir o placar fora de casa, analisou o desempenho da sua equipe e fez críticas à condução da arbitragem.
O Esquadrão iniciou a partida com postura agressiva e chegou a abrir o placar em um lance pelo lado direito com Kike Olivera, mas permitiu a reação do adversário mineiro ainda no primeiro tempo e sofreu a virada na etapa final.
“Acho que fizemos um jogo muito bom até o momento do gol. Depois mudamos de comportamento, não tivemos mais a bola, não conseguimos trocar passes. Fizemos um bom início, fizemos o mais difícil que é sair na frente jogando fora. A partir do gol perdemos o controle do jogo. No segundo tempo entregamos uma bola boba logo no começo, depois um pênalti bem mequetrefe que o cara do VAR fez questão de chamar. Não vou nem falar do árbitro que acabou o jogo cinco segundos antes com a gente tendo uma bola para cruzar”, disparou Ceni.
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Análise tática e falha no segundo gol do Cruzeiro
O treinador detalhou as escolhas táticas aplicadas durante o confronto, ressaltando o impacto da presença de Everton Ribeiro no setor de criação durante a etapa inicial e explicando o desencaixe defensivo que resultou no segundo gol do rival.
“Enquanto o Everton teve gás ele flutuou bastante, fez o Erick e o Nestor atacarem espaço. Quando Everton cansou voltamos para o jogo que estamos mais acostumados, com Juba por dentro para jogar. Tento ter mais qualidade com o Caio, mas infelizmente a gente toma o segundo gol em um lance de contra-ataque. A gente se confundiu na marcação, era para Kanu ter ficado para trás e Caio no homem que recebe pelo meio. Não acho que foi um grande jogo, mas fizemos 30 bons minutos no começo, depois não fomos constantes”, explicou.
Ceni também analisou a posse de bola no segundo tempo, ressaltando que o domínio tricolor na reta final se deu mais pelo recuo natural do adversário do que por imposição da equipe em campo.
“Se impor contra o Cruzeiro é uma coisa que pouca gente conhece. A gente veio jogar um jogo coletivo, fizemos as trocas para tentar ter mais controle. Com o Everton em campo você tem mais controle, como foi nos primeiros 30 minutos. No final acho que a posse se deu mais pelo Cruzeiro se retrair, já que estava na frente do placar. Era uma questão de necessidade”, completou.
Distância do Bahia para o topo da tabela
Ao avaliar a briga pelas primeiras colocações do Brasileirão, o comandante reconheceu que o grupo tricolor ainda precisa evoluir em termos de competitividade para alcançar e se consolidar entre as equipes que ocupam a parte mais alta da tabela.
“Estamos sempre tentando trabalhar, fazer o melhor para o Bahia, mas algumas equipes ainda estão em um nível acima do nosso. A gente tenta tirar isso com competitividade e luta, mas algumas vezes não conseguimos superar adversários que talvez estejam mais prontos que a gente. Vamos sempre brigar para deixar o Bahia no nível mais alto, mas está faltando um pouco ainda para a gente se colocar entre os quatro primeiros colocados”, concluiu.
Com o resultado no Mineirão, o Tricolor permanece com 53 pontos na sexta colocação da Série A e terá um longo período de trabalho antes da 35ª rodada, contra o Grêmio, no dia 18.
Créditos Autor: Victor de Freitas
Créditos Imagens: Reprodução Internet


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