Queiroga afirma que o Brasil está preparado para eventuais picos de Covid-19

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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que o Brasil possui um aparato suficiente para atender eventuais aumentos de casos de Covid-19 ou de outras doenças. Ao anunciar o fim do emergência sanitária no país, o titular da pasta argumentou que a queda expressiva dos casos e de óbitos nos últimos 15 dias justificariam a medida. "Temos também uma ampla cobertura vacinal da população brasileira, mais de 70% já completou o esquema vacinal com duas doses e mais de 70 milhões já tomaram a dose de reforço", argumentou ao retomar o assunto, anunciado em uma transmissão em cadeia nacional de rádio e TV na noite deste domingo (17) (saiba mais aqui). Queiroga comentou sobre a conversão da estrutura mobilizada durante a pandemia para o atendimento de pacientes com a Covid-19. Segundo ele, mais de 5 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão sendo incorporados ao Sistema Único de Saúde para que possa absorver outras demandas. As vagas estariam disponíveis para o público atendido em um eventual aumento exponencial de casos de Covid, assim como a capacidade de vigilância sanitária e a experiência eficiente de vacinação das salas de imunização. Sobre a mudança no status da crise sanitária, Queiroga explicou que algumas leis federais têm a Espin (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional) como ponto de partida e seriam impactadas com o fim do ordenamento jurídico. O ato normativo que será publicado pelo governo federal representa, na visão de Queiroga, um reconhecimento do cenário epidemiológico equilibrado que o país vive. "A Covid não acabou, nem vai acabar, pelo menos pelos próximos tempos. Precisamos conviver com ele", acrescentou. Após a declaração do ministro, o secretário nacional de Vigilância em Saúde participou do ato e apresentou dados da pandemia no Brasil, utilizados como base para a definição das políticas de enfrentamento a partir de agora. O ministério vem tratando publicamente sobre o fim da Espin desde fevereiro. Entre as mudanças sensíveis está a autorização emergencial do uso de vacinas e remédios. Setores do Ministério da Saúde estudam maneiras de não ter o uso da Coronavac prejudicado.Fonte: Bahia Notícias