Laudo da PF revela que não houve adulteração em vídeo de suposta orgia de Doria

19

Um vídeo vazado na campanha eleitoral de 2018 mostrando o que seria o governador de São Paulo, João Doria, em uma orgia não sofreu adulteração. O veredicto foi dado por um laudo elaborado pelo Núcleo de Criminalística da Polícia Federal de São Paulo.

Nas imagens, um homem que seria Doria aparece ao lado de ao menos cinco outras mulheres. De acordo com a revista Crusoé, uma das participantes, inclusive, é funcionária do gabinete de um deputado aliado do governador.

A perícia cibernética não encontrou sinais de cortes, edição no cenário nem modificações no rosto das pessoas que aparecem durante a gravação. A conclusão foi reforçada por outras diligências.

João Doria nega que seja ele quem aparece durante o ato. O inquérito policial, que está nas últimas fases da investigação, foi aberto a pedido dos advogados do governador.

Ele alega que é vítima de "difamação eleitoral", com fatos criados por oponentes políticos para prejudicá-lo na campanha. Neste ano, Doria é pré-candidato à Presidência da República. Na época dos fatos, o político gravou um comunicado, negando que tenha participado de atos sexuais extraconjugais. Ele apareceu ao lado da esposa.

Em nota, o governador informou que "a Polícia Federal decidiu ressuscitar a investigação de um caso da eleição de 2018, que se tornou o maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil, justamente quando se aproximam as próximas eleições presidenciais".