Ednaldo Rodrigues recebeu R$ 2,1 milhões da CBF no fim de 2021

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Ednaldo Rodrigues é o presidente interino da CBF

Presidente interino da CBF desde o afastamento de Rogério Caboclo, Ednaldo Rodrigues já levou um valor milionário em salários. O baiano recebeu R$ 2.163,594,34 só nos últimos três meses de 2021, uma quantia que representa 73% do que ele ganhou durante o ano anterior inteiro. As informações são do colunista Diego Garcia, do UOL Esporte.

No primeiro semestre, quando ainda era vice-presidente, Ednaldo recebia R$ 40 mil da CBF. Com o afastamento de Caboclo, em julho, esse valor aumentou para R$ 70 mil. Em agosto, foi para R$ 130 mil. E, no mês seguinte, saltou para R$ 334.799,19. No último trimestre do ano, os números voltaram a subir: R$ 639.598,38 em outubro e R$ 761.997,98 em novembro e em dezembro.

Ednaldo, aliás, deve se manter no comando da CBF. O baiano confirmou sua candidatura à presidência da entidade, e deve ser eleito sem oposição. Caso o cenário se confirme, ele ficaria no cargo até abril de 2023, quando chega ao fim o mandato de Caboclo. A eleição ainda não tem data marcada, mas deverá acontecer nas próximas semanas.

Os valores recebidos recentemente por Ednaldo, segundo a CBF, não representam uma evolução salarial. Ao UOL, a entidade alegou que a quantia é um acúmulo de bônus devidos, 13º e férias que são pagas a todos os funcionários.

"Todos os pagamentos à Diretoria feitos pela CBF, instituição privada que não recebe dinheiro público, estão rigorosamente de acordo com o Estatuto. Em que pese serem informações de cunho estritamente pessoais, com dever de sigilo por parte da empresa, a CBF esclarece que não houve qualquer evolução nos vencimentos relativos ao cargo de presidente da entidade no referido período", disse a entidade, em nota.

A polêmica, porém, não para por aí. Ainda segundo Diego Garcia, a CBF multiplicou os ganhos dos seus cartolas, à medida que sua Assembleia Geral, ocorrida nesta segunda-feira (7), ia se aproximando.

Entre janeiro e dezembro de 2021, o salário dos presidentes de federações estaduais chegou a saltar mais que dez vezes e, em alguns casos, pulou de R$ 20 mil para R$ 215 mil. Esse crescimento, assim como o de Ednaldo, foi gradativo, a partir de quando Caboclo foi afastado.

Cartolas que recebiam R$ 20 mil passaram a ganhar R$ 50 mil no segundo semestre. Em agosto, novo valor: R$ 70 mil. Depois, em outubro, R$ 160 mil; em novembro, R$ 195 mil; e, em dezembro, R$ 215 mil.

Segundo Diego, fontes da CBF apontam os aumentos bruscos como parte dos "bônus" pagos anualmente pela entidade a todos os funcionários e colaboradores, não necessariamente uma evolução salarial.