É falso que dados de homem morto tenham sido usados para registrar voto em 2022 – 02/04/2024 – Poder

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É falso que dados de homem morto tenham sido usados para registrar voto em 2022 – 02/04/2024 – Poder

É falso o vídeo no qual um homem diz que há registros de que seu pai, que morreu no ano 2000, votou no então candidato Lula (PT) nas últimas eleições presidenciais, em 2022.

Segundo o autor, um site informaria o voto de cada pessoa com base no CPF. No entanto, o voto no Brasil é secreto, conforme a Constituição Federal, e nem a Justiça Eleitoral consegue dizer em qual candidato cada eleitor votou. Além disso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que o homem mostrado no vídeo sequer possuía título de eleitor, e, portanto, não poderia ter votado na eleição de 2022, nem nas anteriores.

Publicações nas redes sociais divulgam o site Veja seu Voto pelo menos desde dezembro de 2022 para tentar deslegitimar o resultado da eleição. Como verificado pelo Comprova, a Justiça Eleitoral já alertou mais de uma vez que o site é falso e potencialmente perigoso, porque pode usar indevidamente os dados pessoais fornecidos.

Falso, para o Comprova, é todo conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma falsidade.

Por que investigamos

O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem sobre políticas públicas e eleições no âmbito federal e abre investigações para aquelas publicações que obtiveram maior alcance e engajamento. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984. Sugestões e dúvidas relacionadas a conteúdos duvidosos também podem ser enviadas para a Folha pelo WhatsApp 11 99486-0293.

Leia a verificação completa no site do Comprova.

A investigação desse conteúdo foi feita por UOL e Tribuna do Norte e publicada em 28 de março pelo Comprova, coalizão que reúne 42 veículos na checagem de conteúdos virais. Foi verificada por Folha, BandNews FM, Correio, Estado de Minas, AFP, SBT e SBT News.

Fonte: clique aqui.

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