Dia Mundial de Conscientização do Autismo: batalha diária contra o estigma ajuda na qualidade de vida

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Dia Mundial de Conscientização do Autismo: batalha diária contra o estigma ajuda na qualidade de vida

A variação do funcionamento típico do cérebro é determinada por manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social

Divulgação/Freepik
Batalha diária contra o estigma do autismo ajuda na qualidade de vida

Nesta terça-feira (2), celebramos o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Apesar da popularidade negativa, o autismo não se caracteriza como doença, mas sim, uma variação do funcionamento típico do cérebro. Esse distúrbio do neurodesenvolvimento é determinado por manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, visando difundir informações sobre essa condição e lutar contra a onda de preconceito (capacitismo) que cerca as pessoas afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA). No caso dos autistas, não há o que cientificamente é chamado de fenótipo característico, ou seja, não há características específicas associadas a elas. O autismo é um espectro e cada indivíduo apresenta seu próprio conjunto de particularidade. Como o TEA é tratado como deficiência, autistas acabam sendo percebidos pela sociedade da mesma forma que pessoas com outras deficiências, no que diz respeito a formas de exclusão social. Porém, o que diferencia o estigma de pessoas com TEA é exatamente essa singularidade.

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O capacitismo causa dificuldades diárias para autistas e seus familiares ao lidar com pessoas que demonstram pouco entendimento sobre o transtorno. Entretanto, pessoas com TEA podem e devem participar ativamente da sociedade e não é preciso estar em um padrão para que isso aconteça. Um estudo de duas pesquisadoras da Universidade de Oklahoma (Stephanie C. Stern e Jennifer L. Barnes) mostra que pessoas que tiveram contato com produções midiáticas que mostram a vida de uma pessoa com autismo, registraram queda no nível de estigmatização para com o TEA. É o caso da série The Good Doctor, em que o protagonista é o médico autista Shawn Murphy, interpretado pelo ator Freddie Highmore. Ao serem expostas a 28 minutos de exibição da série, as pessoas tendem a se interessar mais em saber sobre o tema do que aquelas que assistem a uma palestra sobre o autismo. O seriado ajuda a gerar empatia e compreensão sobre a condição.

Incitar a conscientização é essencial para combater o estigma, educando a sociedade sobre a variação neurobiológica e desmistificando conceitos errôneos. Essas atitudes contribuem para a criação de um ambiente mais acolhedor e compreensivo para as pessoas com autismo, melhorando sua qualidade de vida. Ao adotarmos uma abordagem inclusiva e respeitosa, não é cumprido somente as obrigações éticas, mas também é abraçado a diversidade em todas as suas formas.

Fonte: clique aqui.

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