Desempregada de 62 anos passa horas em busca da proteína da semana

Aos 62 anos, a aposentada Lindinalva Maria da Silva Nascimento conta que há mais de dois anos não vê sua geladeira cheia.

“E isso dói para mim”, diz ela, sem conseguir conter as lágrimas, à reportagem da BBC News Brasil em sua casa no extremo zona leste da cidade de São Paulo.

Nós acompanhamos a peregrinação de Lindinalva por feiras e açougues atrás da proteína do dia.

Se tempos atrás a rotina era ter contrafilé e alcatra, agora ela só consegue comprar pele de frango. Ou carcaça.

Na geladeira, apenas garrafas de água, uma cebola, pimentões e um pouco de coentro dado por um vizinho.

Lindinalva trabalhava para complementar a renda, mas perdeu o emprego durante a pandemia, o que atingiu em cheio a alimentação da família de cinco pessoas.

Seu lar faz parte dos 55% dos domicílios brasileiros que vivem em condição de insegurança alimentar, segundo estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, referente a dezembro de 2020.

Essas pessoas têm, no mínimo, incerteza sobre se conseguirão manter o padrão alimentar.

No limite extremo, passam fome.

Confira o depoimento de Lindinalva.

E também a reportagem em texto: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58879411

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