Segundo os dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII), referentes ao segundo trimestre de 2023, os indicadores imobiliários no Brasil apresentaram variações significativas em lançamentos, vendas e oferta final. No período analisado, foram lançadas 64.309 unidades residenciais em todo o país. Esse número representa um aumento de 15,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2023. Entretanto, ao comparar com o segundo trimestre de 2022, observa-se uma redução de 15,8%. A Região Norte foi a que apresentou o maior crescimento, com uma expressiva variação de 84,1%.

O relatório também apontou que os números das vendas de unidades residenciais atingiram a marca de 74.315 no segundo trimestre de 2023, refletindo um acréscimo de 0,5% em relação ao primeiro trimestre do mesmo ano. No entanto, em comparação com o segundo trimestre de 2022, houve uma diminuição de 5,3%. A Região Centro-Oeste se destacou com um aumento de 28,8% nas vendas.

Ainda sobre o estudo, nota-se que a oferta final disponível totalizou 290.615 unidades no segundo trimestre de 2023. Embora tenha havido um aumento de 3,4% em relação ao primeiro trimestre, a comparação com o segundo trimestre de 2022 revela uma diminuição de 6,0%. A Região Norte liderou o crescimento na oferta final, com um aumento significativo de 36,4%. 

José Antônio Valente, diretor da empresa de franquia de aluguel de equipamentos Franquias Trans Obra afirma que analisando os dados recentemente divulgados pela CBIC e CII sobre os indicadores imobiliários do segundo trimestre de 2023, apontam um quadro dinâmico e heterogêneo no mercado brasileiro. O aumento de 15,7% nos lançamentos residenciais em comparação com o primeiro trimestre evidencia a vitalidade do setor, pelo menos neste período. 

Ainda sobre o assunto, José Antônio disse que a despeito dessa ascensão, observa-se uma queda de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando uma possível adaptação do mercado. “Ao considerar o panorama nacional, compreendemos a complexidade das variações regionais. A análise comparativa por região revela diferentes trajetórias, como a robustez do Centro-Oeste em lançamentos (80,9%) e vendas (28,8%), contrastando com a queda no Nordeste em lançamentos (-23,4%) e vendas (-2,2%)”.

O estudo divulgado também apresentou dados comparativos por região no Brasil:

Norte: a Região Norte registrou um aumento tanto nos lançamentos (84,1%) quanto nas vendas (15,8%). Além disso, a oferta final disponível cresceu, com uma variação de 36,4%.

Nordeste: apesar de um declínio nos lançamentos (-23,4%) e vendas (-2,2%), a oferta final apresentou uma queda de apenas 0,8%, sugerindo um possível equilíbrio no mercado.

Centro-Oeste: a região teve um desempenho robusto em lançamentos (80,9%) e vendas (28,8%). No entanto, a oferta final diminuiu em 3,8%, indicando uma possível adaptação à demanda.

Sudeste: apesar de uma queda nos lançamentos (-18,0%) e vendas (-1,5%), a oferta final manteve-se relativamente estável, com uma redução de apenas 0,2%.

Sul: a Região Sul enfrentou declínios tanto nos lançamentos (-32,2%) quanto nas vendas (-11,5%). No entanto, a oferta final apresentou uma pequena variação positiva de 0,2%.

Além disso, o relatório apontou dados em grandes centros urbanos:

São Paulo e Rio de Janeiro: ambas as cidades tiveram queda nos lançamentos e vendas, refletindo o cenário nacional. A oferta final em São Paulo apresentou uma leve redução, enquanto no Rio de Janeiro houve um aumento de 2,8%.

Brasília: a capital federal teve uma diminuição nos lançamentos (-6,3%) e nas vendas (-6,5%), mas a oferta final cresceu 4,4%.

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