Em estudo recente divulgado pelo Portal da Indústria, o Índice de Desempenho das Indústrias de Pequeno Porte registrou uma pontuação de 44,8 para o segundo trimestre de 2023. Esse resultado pode ser considerado favorável em comparação com a média do segundo trimestre, que foi de 42,5 pontos, e até mesmo em relação à média histórica, que atingiu 43,8 pontos.

Apesar de uma queda de 3,5 pontos em abril em comparação com março, um fenômeno comum para esse período, o índice mostrou uma recuperação ao longo do restante do trimestre, com melhorias significativas de abril para maio (+2,4 pontos) e de maio para junho (+0,4 ponto). Como resultado, o índice encerrou o trimestre com um total de 45,9 pontos.

Ainda sobre o estudo publicado, o Índice de Situação Financeira das pequenas indústrias, que é calculado levando em consideração a margem de lucro operacional, a saúde financeira e o acesso ao crédito, apresentou um aumento de 2,0 pontos durante o segundo trimestre de 2023, alcançando a marca de 41,3 pontos.

Essa elevação representa uma recuperação parcial após a queda observada no primeiro trimestre de 2023, quando o índice registrou uma diminuição de 3,7 pontos, caindo de 43,0 pontos no último trimestre de 2022 para 39,3 pontos. Mesmo assim, é importante notar que o índice permanece acima da média para o segundo trimestre de cada ano, que é de 37,6 pontos, e também supera a média histórica de 38,2 pontos, indicando uma melhora nas condições financeiras das pequenas indústrias.

José Antônio Valente, diretor da empresa de locação de equipamentos para construção civil Trans Obra afirmou que o aumento do Índice de Desempenho das Indústrias de Pequeno Porte para 44,8 pontos pode indicar uma melhora também no setor da construção civil, já que este segmento faz parte da análise para o cálculo da média ponderada que mede os resultados informados no documento publicado. “Todo o setor da indústria de máquinas e equipamentos deve ficar atento aos resultados informados, pois isso pode indicar uma crescente na receita das empresas do ramo.

Ainda no relatório publicado, os empresários de pequeno porte destacaram que a carga tributária elevada foi um dos principais desafios enfrentados pela indústria de transformação, com um total de 41,6% das respostas assinalando essa questão. No segmento da indústria da construção, a carga tributária ocupou a terceira posição, representando 26,0%, após um notável aumento de 6,9 pontos percentuais (p.p.) ao longo do trimestre. Essa tendência reflete a constante preocupação com a carga tributária entre as pequenas indústrias.

As altas taxas de juros assumiram a primeira posição no rol de preocupações para a indústria da construção, com 33,3% das respostas indicando essa questão. No entanto, na indústria de transformação, as altas taxas de juros ocuparam a terceira posição, com 27,4% das assinalações. A manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em níveis elevados tem tido um impacto adverso sobre o acesso ao crédito para as pequenas empresas, tornando-o mais dispendioso e restrito. Esse cenário tem contribuído para uma percepção negativa entre os empresários de pequeno porte em relação a esse problema.

Perguntado sobre o assunto, José Antônio, afirmou que a carga tributária pode contribuir para que as empresas da indústria de máquinas e equipamentos façam menos investimentos no setor e por isso a locação de máquinas e equipamentos de pequeno porte como no aluguel de andaimes, betoneiras ou compressores de ar pode ser contribuir como opção para as empresas no setor para conter gastos com compra de máquinas e equipamentos para a indústria no geral. “As empresas do setor de máquinas e equipamentos ou da indústria da construção devem a todo momento perceber oportunidades de negócios até mesmo em momentos onde a carga tributária limita o empresário a fazer novos investimentos nas áreas em que atuam”.

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