A Colli Books Editora lançou recentemente dois novos livros infantis da autora Isa Colli: “Cadeira de Nayara” e “Como música para os ouvidos”. Enquanto o primeiro aborda a inclusão de uma cadeirante em ambiente escolar, o segundo trata do tema do autismo de maneira acessível e cativante. Ambos as publicações têm o objetivo de promover a compreensão de experiências de vida diversas e fomentar a empatia entre jovens leitores.

“Como música para os ouvidos” explora o tema do autismo para crianças, utilizando a música como recurso para criar uma narrativa envolvente e promover a compreensão da importância da aceitação e da empatia diante das diferenças. 

A obra “A Cadeira de Nayara”, por sua vez, também enfatiza a importância da inclusão. O livro celebra a jornada de uma cadeirante que ingressa em um ambiente escolar, destacando as maneiras pelas quais essa experiência pode impactar vidas e enriquecer a comunidade.

O mercado editorial no Brasil

Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a literatura infantil, juvenil e educacional representou cerca de 24% das vendas do varejo de livros no Brasil durante o primeiro semestre de 2022, servindo não apenas como uma introdução ao mundo literário para os pequenos leitores, mas também como uma parte significativa do mercado.

De acordo com os dados revelados pela pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, o público infantil emerge como um dos grupos mais entusiastas pela leitura atualmente. Correspondendo a aproximadamente 23% da população nacional, as crianças demonstram uma frequência de engajamento com os livros, com quase a totalidade delas lendo quase todos os dias. Os motivos que as incentivam a adentrar o mundo da leitura variam: 48% mencionam o gosto pela leitura, enquanto 13% citam o desejo de aprender algo novo.

O gerente comercial da Colli Books Editora, Anderson Evangelista, destaca que a literatura é um poderoso instrumento para trabalhar com as crianças questões importantes para a formação cidadã, como afetividade, compreensão, senso crítico, inteligência, empatia, respeito e, claro, a valorização da inclusão. “Ao levar os pequenos para um ambiente lúdico, as histórias literárias ajudam a desenvolver um olhar mais sensível a situações que podem acontecer no mundo real, deixando-os preparados para lidar com certas ocorrências”, salienta Evangelista. 

Para ele, ao trabalhar a literatura como uma possibilidade de inclusão, as crianças se preparam para lidar com a diversidade e a aceitação. “Essas duas histórias também ajudam a elevar a autoestima das pessoas com deficiência, que podem se inspirar nos protagonistas”, observa.

Para o gerente da Colli Books Editora, essas obras ensinam a importância da empatia, do respeito e da aceitação das diferenças. “Os livros, apesar de serem histórias infantis, podem e devem ser lidos por pessoas de todas as idades que acreditam e lutam por um mundo acessível e acolhedor, sem distinções ou diferenças”, finaliza.

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