Dados são desde sempre a base para a análise de risco de crédito. É por meio deles que os provedores de recursos financeiros, sejam eles instituições tradicionais ou neobancos e fintechs, fundamentam a tomada de decisão para um empréstimo. No entanto, bases convencionais como os “scores”, por não agregarem uma série de informações capazes de oferecer uma visão mais abrangente do risco associado à concessão a um tomador, vêm perdendo espaço para dados que oferecem um entendimento mais robusto do perfil dos clientes. 

Nesse contexto, os chamados dados alternativos têm se destacado. De acordo com pesquisa global realizada pela Provenir, especializada em tecnologia para tomada de decisão de risco de crédito, em parceria com a Pulse, 53% das empresas de serviços financeiros e fintechs pretendiam investir em dados alternativos já em 2022. E, segundo Jose Luis Vargas, Vice-Presidente Executivo para a América Latina da Provenir, a tendência é que esse movimento continue ganhando tração. 

“São muitos os dados que trazem informações importantes para quem concede crédito que não são considerados pelos ‘scores’ tradicionais. A combinação deles com a tecnologia preditiva é capaz de dar uma posição mais assertiva para as empresas sobre quais clientes tendem a conseguir pagar pelos recursos e também sobre aqueles que, por outro lado, deveriam ter o limite de crédito reduzido”, afirma Vargas. 

Para esclarecer como essas informações mais abrangentes podem potencializar o mercado de crédito, os analistas da Provenir elaboraram uma lista com cinco fatos importantes sobre os dados alternativos: 

  • O que são? Dados alternativos de crédito são considerados qualquer informação para além de uma pontuação de crédito tradicional (score) gerada por um bureau de crédito.
  • Quais dados são considerados alternativos? Existem muitos tipos de dados alternativos disponíveis, incluindo, a presença em redes sociais e na web, informações de viagens, aluguel e serviços públicos, open banking, fluxo de caixa/dados financeiros, registros públicos (educação, licenças profissionais, estabilidade de endereço etc.)
  • Qual a diferença entre os dados alternativos e os tradicionais? As fontes de dados tradicionais geralmente vêm de bureaus de crédito autorizados na forma de uma pontuação de crédito, mas também abrangem exemplos de empréstimos mais garantidos, como empréstimos/locações de automóveis e informações sobre financiamento imobiliário. Dados alternativos analisam informações não tradicionais, como verificação de identidade e idade, dados de celular e dados biométricos faciais.
  • Como os dados alternativos promovem a inclusão financeira? Pode ser muito desafiador para novos consumidores de crédito, como estudantes e recém-formados, por exemplo, ou para aqueles que têm poucas movimentações em seu histórico financeiro, tais como os trabalhadores e empreendedores informais e os desbancarizados, gerar uma pontuação de crédito tradicional suficiente para aprovação de empréstimos. O uso de fontes de dados alternativos permite uma visão mais completa da qualidade de crédito de um consumidor, permitindo dizer sim a mais clientes sem aumentar o risco. 
  • Como os dados alternativos potencializam e melhoram os processos das fintechs e instituições financeiras? Os dados alternativos não são utilizados apenas para originação de empréstimos e decisões de crédito, mas eles também podem ser usados na integração para simplificar a experiência do cliente e criar uma oferta mais personalizada, além de melhorar a detecção e prevenção de fraudes. Podem também ser empregados para identificar eventos da vida que desencadeiam novas necessidades financeiras, como comprar uma casa, tornar-se pai ou mãe, formar-se na faculdade, permitindo a personalização de produtos de acordo com necessidades do momento. 

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